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Grande Angular

Glossário para uso dos leitores

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© polygraphus / Shutterstock
A partir do momento em que as mídias sociais invadiram a nossa vida cotidiana, novos termos e conceitos apareceram em nosso vocabulário. Para um melhor entendimento, segue uma rápida visão geral de alguns termos e expressões, incluindo “algoritmo”, “fato alternativo”, “notícias falsas” e “pós-verdade”.

Algoritmo: o termo é uma combinação da palavra em latim algorismus, nomeado por Al Khwarizmi, um matemático persa do século XIX que introduziu o sistema numérico decimal no mundo ocidental, e a palavra grega arithmos, que significa número. No atual mundo digital, um algoritmo é uma sequência de instruções automaticamente executadas por um computador. Os algoritmos, atualmente, são sinônimos de inteligência de máquinas, em oposição à inteligência de seres humanos, e são utilizados em todas as áreas, desde consultas a mecanismos de busca a consultas aos mercados financeiros e à seleção de informações recomendadas por usuários.

Bolha de filtragem: o conceito foi desenvolvido pelo ativista norte-americano Eli Pariser, chefe executivo do Upworthy, um site para conteúdos virais “significativos”, e cofundador do Avaaz.org, o site que promove o ativismo na internet. De acordo com ele, os algoritmos das redes sociais filtram informações – por meio da análise de “curtidas” (likes) e “compartilhamentos” (shares) dos usuários – e fornecem conteúdos personalizados que correspondem a suas preferências. Eventualmente, isso confina os usuários a uma “bolha” de opiniões sociais e políticas. 

Fato alternativo: um termo de denota mentira grosseira, falsidade. A expressão foi utilizada pela primeira vez em janeiro de 2017 por Kellyanne Conway, conselheira de Donald Trump, ao falar sobre o número estimado de pessoas que participaram da cerimônia de posse do presidente norte-americano.

Hoax (literalmente, embuste, mentira): uma mensagem enganosa divulgada por meio de e-mails. Na verdade, consiste em rumores, notícias alarmistas ou pedidos de doação falsos. As motivações por trás de uma fraude podem ser políticas ou financeiras, remuneração com base na quantidade de cliques gerada. Atualmente, este termo é menos utilizado e foi em grande parte substituído pela expressão “notícias falsas”. 

Notícias falsas: informações falsas ou manipuladas com a intenção de prejudicar alguma pessoa ou instituição. Conforme os Decodificadore (Les Décodeurs), a seção de verificação de fatos do jornal francês Le Monde, as notícias falsas “utilizam códigos e formas da imprensa tradicional para se disfarçar como um exercício jornalístico”.

Pós-verdade: considerada a Palavra do Ano de 2016 pelo "Dicionário Oxford", o termo é definido como “relativo a ou que denota circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crenças pessoais”. O termo foi utilizado pela primeira vez na década de 1990 e popularizado pelas campanhas do Brexit, no Reino Unido, e da eleição presidencial dos EUA, ambos ocorridos em 2016. A pós-verdade descreve uma retórica política que não mais se preocupa com fatos reais e demonstra a perda de confiança, por parte do público, nos meios de comunicação e nas instituições tradicionais.

Viés de confirmação: tendência de favorecer informações que reforçam nossas crenças, ao mesmo tempo em que ignoram ou subestimam crenças que as contradizem.

Viralidadea rápida circulação de informações, sejam verdadeiras ou falsas, por meio da internet e das redes sociais. A viralidade de uma informação deriva das recomendações de usuários. Em uma escala infinitamente mais ampla, é a versão online do “boca a boca”.