COVID-19: Colaboração científica e ciência aberta

À medida que a COVID-19 se espalha rapidamente por todo o mundo, atravessando fronteiras geográficas, a pandemia nos lembra novamente que todos vivemos em um e apenas um planeta. Hoje, o mundo precisa urgentemente do compartilhamento rápido de informações científicas. Os tomadores de decisão e os formuladores de políticas dependem de informações científicas para tomar decisões baseadas em evidências para controlar o surto atual e impedir qualquer outro no futuro. Quando são informados sobre fatos científicos, os cidadãos agem com mais responsabilidade e são capazes de desmascarar as informações falsas.

A reação da comunidade científica e das sociedades como um todo ao surto de coronavírus reafirmou a necessidade urgente de uma transição para a Ciência Aberta (Open Science). A UNESCO, como agência das Nações Unidas com o mandato para as ciências, entende a Open Science como um divisor de águas, no cumprimento do direito humano à ciência e quanto a preencher as lacunas de ciência, tecnologia e inovação entre e dentro dos próprios países. De acordo com sua Conferência Geral, realizada em novembro de 2019, atualmente, a UNESCO está desenvolvendo uma Recomendação sobre Ciência Aberta (Recommendation on Open Science) por meio de uma consulta global com todas as partes interessadas relevantes. Com o objetivo de construir uma visão coerente da Open Science e um conjunto compartilhado de princípios e valores abrangentes, este instrumento global de definição de padrões visa a garantir que a Open Science cumpra o seu potencial para “virar o jogo” e não deixar ninguém para trás.

Rumo a uma Recomendação da UNESCO sobre Ciência Aberta

No contexto de desafios planetários e socioeconômicos prementes, soluções sustentáveis e inovadoras exigem esforços científicos eficientes, transparentes e vibrantes, não apenas provenientes da comunidade científica, mas de toda a sociedade.

Destaques

ACADEMIA MUNDIAL DE CIÊNCIAS: Declaração sobre a COVID-19

A TWAS endossou o apelo mundial da UNESCO e seus parceiros, a Parceria InterAcademia (InterAcademy Partnership – IAP) e reconheceu a necessidade essencial de haver uma comunidade mundial de pesquisa para agir de maneira coletiva e pela ciência aberta para controlar a propagação do vírus.

Declaração completa (em inglës)

Meriem Bouamrane: esta pandemia seria uma das consequências de nossa biodiversidade maltratada?

Vamos nos questionar com Meriem Bouamrane, a especialista do programa MAB (Man and the Biosphere) e ponto focal de Biodiversidade da UNESCO ...

Vídeo em francës

UNESCO mobiliza 122 países para promover ciência aberta e cooperação reforçada frente à COVID-19

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, pediu aos governos para que reforcem a cooperação científica e integrem a ciência aberta em seus programas de pesquisa para prevenir e mitigar crises mundiais.

Leia o release de imprensa

Grandes símios e a COVID-19, um risco a mais para espécies já ameaçadas de extinção?

Devido à destruição de seu habitat natural e a cada vez mais contatos com atividades humanas, os grandes símios, ou macacos, dos quais sete espécies já estão ameaçadas de extinção, são potencialmente vulneráveis a esse novo vírus.

Leia o artigo completo

Citações e reações

Todos nós dependemos da ciência para sobreviver

Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Brasil

A colaboração é realmente fundamental para o compartilhamento de conhecimento e dados, bem como para o avanço da pesquisa sobre a COVID-19. Em um momento no qual as barreiras comerciais e de transporte estão impedindo o movimento de materiais essenciais, é importante destacar que a ciência pode liderar a resposta mundial a essa pandemia.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde

O estabelecimento de uma forte política de compartilhamento de informações entre cientistas e com o público foi fundamental na luta contra a COVID-19. A realização de testes em escala maciça foi essencial, e o governo apoiou cientistas e indústrias a produzir e lançar kits de testes o mais rápido possível, bem como a pesquisa e o desenvolvimento para identificar as substâncias experimentais eficazes para a reposição de medicamentos. Na pesquisa de vacinas e tratamentos, o compartilhamento de dados e resultados de pesquisas e a colaboração entre cientistas são cruciais.

Byungseon Jeong, vice-primeiro-ministro e ministro de Ciência e TIC, Coreia do Sul

Recursos