História Geral da África: a História que Precisa Ser Contada

When :

from Wednesday 24 November, 2021
17:00
to Wednesday 24 November, 2021
18:30

Manager :

Rosana Sperandio Pereira <>

Type of event :

Programme Meeting

Where :

Online from Brasilia, Brasilia,

Contato :

Rosana Sperandio Pereira <>

Em novembro, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, nesse contexto, a UNESCO e o Instituto humanize promovem o debate virtual “História Geral da África: a história que precisa ser contada”, a fim de levantar reflexões importantes a respeito de equidade, racismo e aplicação didática da Coleção HGA.

A UNESCO e o Instituto humanize uniram esforços a fim de colaborar para a promoção da equidade racial e o combate ao racismo. Nesse sentido, as duas instituições apoiaram a produção da nova edição em português da coleção História Geral da África (HGA), que tem como objetivo contar a história do continente a partir da perspectiva dos próprios africanos.

Ao realizar um novo lançamento da coleção HGA no Brasil, UNESCO e Instituto humanize reafirmam o valor da cultura africana e a importância de sua influência na história do país, sobretudo em contribuição à Lei n. 10.639/2003, que promove o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas de todo o Brasil.

O Brasil conta com a maior população originária da Diáspora Africana e, por isso, encontra-se em uma posição de destaque para a elaboração e a disseminação de conhecimentos que refletem o reconhecimento da cultura e a ressignificação da história da África e dos afro-brasileiros. Sob essa ótica, a republicação da Coleção HGA em português adquire maior relevância, ao possibilitar a produção de materiais pedagógicos que elucidem esse reconhecimento e reforcem os vínculos históricos, culturais, estéticos, econômicos e políticos entre o continente africano e o Brasil. 

A parceria entre a UNESCO e o Instituto Humanize caminha nessa direção, objetivando principalmente o apoio ao público vinculado à educação básica brasileira. Os parceiros pretendem viabilizar oportunidades para a melhor compreensão da origem histórico-cultural de matrizes africanas no Brasil, assim como de suas contribuições para a construção da nossa identidade nacional.

Saiba mais:

 

 

Sobre a Coleção HGA

A Coleção HGA foi produzida ao longo de 30 anos, por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. 

A obra permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outros povos por meio de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida a partir de dentro do continente. Por isso, ela é considerada um divisor de águas na historiografia da região, ao romper com a racialização sistemática que contamina os manuais de história da África. 

A Coleção HGA-UNESCO também contribui para a transformação das relações étnico-raciais no Brasil. Isso porque, além de oferecer um material de alta qualidade para pesquisadores, a obra serve de base para a criação de materiais pedagógicos para a utilização de estudantes em sala de aula.

Quatro grandes princípios nortearam a elaboração da Coleção HGA:

 

  1. Interdisciplinaridade – para permitir que a história se torne “essa disciplina sinfônica em que a palavra é dada simultaneamente a todos os ramos do conhecimento; em que a conjunção singular das vozes se transforma de acordo com o assunto ou com os momentos da pesquisa”, como disse Ki-Zerbo, historiador e ativista político de Burkina Faso e membro do Comitê Científico para a produção da Coleção. 
  2. Perspectiva africana – para contar a história do continente a partir de dentro, o que garante a consciência de si mesmo e o direito à diferença, permitindo que, finalmente, apareçam as contribuições positivas de seus povos para o desenvolvimento da humanidade.
  3. África vista em seu conjunto – ao atribuir maior destaque aos fatores comuns a seus diversos povos, que resultam das mesmas origens e dos intercâmbios milenares de pessoas, mercadorias, técnicas, ideias e conhecimentos, superando o artificialismo das fronteiras nacionais herdadas da partilha colonial.
  4. Perspectiva cultural – ao privilegiar a história das ideias e das civilizações, das sociedades e das instituições, em detrimento de uma história meramente factual, que confere demasiado destaque aos atores, às circunstâncias e às influências externas.

Saiba mais: