Educação para a cidadania global no Brasil

A educação para a cidadania global (ECG) é uma das áreas de trabalho estratégicas do Programa de Educação da UNESCO (2014-2017), bem como uma das três prioridades da Iniciativa Global Educação em Primeiro Lugar, liderada pelo Secretariado-geral da ONU e lançada em setembro de 2012.

Educação para refugiados e migrantes

Experiências brasileiras exitosas de educação para refugiados e migrantes

Este vídeo faz parte da iniciativa da UNESCO no Brasil de apresentar experiências brasileiras exitosas de educação para refugiados e migrantes desenvolvidas no âmbito da educação infantil, da educação indígena e do ensino da língua portuguesa para jovens e adultos. Seu objetivo é divulgar boas práticas para o alcance da agenda Educação 2030, de “não deixar ninguém para atrás” por meio da garantia do direito à educação de forma inclusiva, conforme previsto no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4).

A educação para a cidadania global capacita estudantes de todas as idades com valores, conhecimento e habilidades que, ao mesmo tempo, baseiam-se em e incutem o respeito por direitos humanos, justiça social, diversidade, igualdade de gênero e sustentabilidade ambiental, além de empoderar os aprendizes para que se tornem cidadãos globais responsáveis. A ECG oferece aos estudantes as competências e a oportunidade de compreender seus direitos e suas obrigações para que, assim, promovam um mundo e um futuro melhores para todos.

O trabalho da UNESCO com relação à ECG é guiado por uma abordagem em três vertentes:

  • diálogo de políticas em conexão com a agenda educacional pós-2015
  • oferecimento de orientação técnica sobre ECG e promoção de pedagogias transformadoras
  • função de clearing house (coleta e disseminação de informação e conhecimento)

Saiba mais (em inglês)

Igualdade de gênero na educação

A igualdade de gênero é uma prioridade global da UNESCO e está ligada de forma inextricável aos seus esforços para promover o direito à educação e apoiar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Por meio do Marco de Ação da Educação 2030

  • o ODS 4 visa a “garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”, e 
  • o ODS 5, a “alcançar a igualdade de gênero e capacitar todas as mulheres e meninas”. 

A UNESCO está comprometida em promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres pelos sistemas educacionais e em todos os seus níveis, desde a pré-escola até a educação superior, em estruturas formais e não formais; e em todas as áreas de intervenção, desde a infraestrutura de planejamento até a formação de professores.

Educação em STEM para meninas e mulheres

Mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação integral na ciência. Na verdade, o potencial inexplorado de meninas e mulheres brilhantes interessadas em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Science, Technology, Engineering and Mathematics –  STEM), mas que optam por não estudar ou seguir carreiras nesses campos devido a vários obstáculos que enfrentam, representa uma oportunidade perdida, tanto para as próprias mulheres como para a sociedade como um todo. As diferenças de gênero em detrimento das meninas na participação na educação em STEM já são visíveis na educação infantil, e se tornam ainda mais visíveis nos níveis de ensino subsequentes.

Como é sabido, o tema STEM é uma das bases da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, e a educação nas áreas de STEM pode fornecer aos estudantes conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos necessários para a construção de sociedades inclusivas e sustentáveis.

Iniciativa #EDUCASTEM2030

Em resposta ao cenário desafiador que abrange a exclusão de meninas e mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), em 2022, a UNESCO no Brasil, de forma inovadora, convoca diferentes parceiros e lança em âmbito nacional a iniciativa #EDUCASTEM2030.  Por meio de estratégias de formação de professores e estudantes, iniciativas de comunicação e advocacy e mapeamento de redes, a iniciativa contempla e tem como objetivo impactar de forma positiva os âmbitos identificados (individual, social, escolar e familiar), a fim de reverter o cenário de exclusão.  

Segundo a UNESCO, para se trazer mais meninas e mulheres para a educação e as carreiras em STEM são necessárias respostas holísticas e integradas, que perpassem os diversos setores e envolvam as próprias meninas e mulheres na identificação de soluções para desafios persistentes. Ao fazer isso já na educação básica, iremos em direção à igualdade de gênero na educação, por meio da qual mulheres e homens, meninas e meninos poderão participar plenamente, desenvolver-se de forma significativa e criar um mundo muito mais inclusivo, igualitário e sustentável.

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