Educação em saúde e bem-estar no Brasil

Uma educação de qualidade é a base da saúde e do bem-estar. Para levarmos uma vida produtiva e saudável, todos nós devemos ter o conhecimento necessário para prevenir doenças. Para poder estudar, crianças e adolescentes precisam estar bem nutridos e com boa saúde. 

A educação é, a rigor, um catalisador do desenvolvimento e uma intervenção na área da saúde. A Declaração de Incheon, de 2015, confirma que a educação desenvolve o conhecimento, os valores e as atitudes que permitem aos cidadãos levar uma vida plena e saudável, tomar decisões bem fundamentadas e enfrentar os desafios nos âmbitos local e mundial. 

A educação de qualidade é um meio eficiente para reduzir as desigualdades sociais e promover a inclusão de todos, sem exceção. O papel da educação se torna particularmente relevante quando vivemos tempos de pandemias como a da COVID-19 e a da Aids, que têm como consequência o aumento das desigualdades. 

Por exemplo, dados da UNESCO publicados no Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2020 (Relatório GEM) e em outro relatório específico sobre a América Latina em 2021, mostram que a obtenção de um nível educacional mais alto da mãe se traduz na melhoria da nutrição infantil e das taxas de imunização, redução das mortes infantis evitáveis, mortalidade materna e infecção de HIV.

O Relatório GEM (2020) conclui que é necessário ampliar a compreensão sobre a educação inclusiva, para que ela inclua “todos os estudantes, independentemente de identidade, histórico ou habilidade”.

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Estratégia da UNESCO sobre educação para saúde e bem-estar

O objetivo da UNESCO, conforme apresentado na estratégia da Organização sobre educação para saúde e bem-estar, UNESCO strategy on education for health and well-being: contributing to the Sustainable Development Goals (2016), consiste em apoiar as contribuições do setor de educação às resposta ao HIV e promover o acesso à saúde de qualidade, a inclusão e o bem-estar, em especial de crianças e jovens. Dessa forma, a UNESCO está comprometida com o fortalecimento dos vínculos entre educação e saúde, o que reflete o crescente reconhecimento internacional da necessidade de uma abordagem mais abrangente da saúde escolar, bem como de uma ação coordenada entre os diversos setores.

A UNESCO tem trabalhado lado a lado com os setores de educação e saúde do governo federal, com as esferas estaduais e municipais, além de organizações da sociedade civil (OSCs), incluindo a universidades, organizações internacionais multilaterais e bilaterais, e o setor privado. Esse amplo leque de parcerias tem permitido a execução de diversas ações relacionadas à educação em saúde, à promoção da saúde, à prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), à alimentação saudável, à promoção de atividades físicas na escola, bem como a outras iniciativas que contribuem para a redução das vulnerabilidades, particularmente entre estudantes, populações indígenas e pessoas LGBTQIA+ no Brasil.

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Educação em saúde e bem-estar para populações indígenas

As Nações Unidas e a UNESCO desenvolvem ações de educação em saúde e bem-estar para populações indígenas de forma pedagógica, multilíngue e intercultural. Seu proposito é o fortalecimento da educação em saúde dos povos indígenas em sua língua materna.