Força-tarefa para Professores pede apoio a 63 milhões de professores afetados pela crise da COVID-19

27/03/2020

Around 63 million primary and secondary teachers around the world are affected by school closures in 165 countries due to the Covid-19 pandemic.

They are on the frontlines of the response to ensure that learning continues for nearly 1.5 billion students, a number that is predicted to rise.

Everywhere, together with school leaders, they have been rapidly mobilising and innovating to facilitate quality distance learning for students in confinement, with or without the use of digital technologies. They are playing a key role also  in communicating measures that prevent the spread of the virus, ensuring that children are safe and supported.

This unprecedented situation is putting  teachers, students and families under stress.

In some cases, teachers who may already be exposed to the virus themselves are trying to manage the anxiety of being told to work in situations where the COVID-19 risk is spreading. Others are dealing with the stress of of delivering quality learning with tools for which they have received little or no training or support. In many countries, contract teachers, substitute teachers and education support personnel risk seeing their contracts broken and their livelihoods disappear.

 

The Teacher Task Force, an international alliance working for teachers and teaching, has issued a Call for Action on Teachers to ensure that teachers are protected, supported and recognised during the crisis. Leadership and financial and material resources for teachers are necessary to make sure that quality teaching and learning can continue at a distance during the crisis, and that recovery is rapid.

The Task Force is calling on governments, education providers and funders – public and private – and all relevant partners to:

  1. Preserve employment and wages: This crisis cannot be a pretext to lower standards and norms, or push aside labour rights. The salaries and benefits of the entire teaching and education support staff must be preserved.
  2. Prioritise teachers’ and learners’ health, safety and well-being: Teachers need socio-emotional support to face the extra pressure being put on them to deliver learning in a time of crisis as well as provide support to their students in these anxious circumstances.
  3. Include teachers in developing COVID-19 education responses: Teachers will have a crucial role in the recovery phase when schools reopen. They must be included at all steps of education policy-making and planning.
  4. Provide adequate professional support and training: Little attention has been given to providing teachers with adequate training on how to ensure that learning continues. We must move swiftly to ensure that teachers receive the necessary professional support.
  5. Put equity at the heart of education responses: Greater support and flexibility will be needed for teachers who work in remote areas or with low-income or minority communities, to ensure that disadvantaged children are not left behind.
  6. Include teachers in aid responses: The Teacher Task Force urges financing institutions to help governments support education systems, particularly the teaching workforce’s professional development. Such support is particularly urgent in some of the world’s poorest countries, which are already struggling to meet education needs because of critical shortages of trained teachers.

For more information, download the call in English, French, Spanish and Arabic.

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The International Task Force on Teachers for Education 2030 is a global network of over 90 governments and some 50 international and regional organisations (including UN organisations, civil society organisations, the teaching profession and foundations) working to promote teachers and teaching issues. Its Secretariat is hosted by UNESCO at its headquarters in Paris.

Em 165 países de todo o mundo, cerca de 63 milhões de professores primários e secundários estão sendo afetados pelo fechamento de escolas devido à pandemia da COVID-19.

Eles estão na linha de frente da resposta para garantir que a aprendizagem continue para quase 1,5 bilhão de estudantes, número que está previsto aumentar.

Em todos os lugares, junto com dirigentes das escolas, os docentes têm se mobilizado e inovado rapidamente para facilitar o ensino à distância de qualidade para os estudantes em confinamento, com ou sem o uso de tecnologias digitais. Eles estão desempenhando um papel fundamental também na comunicação de medidas para impedir a propagação do vírus, garantindo assim que as crianças estejam seguras e sejam apoiadas.

Esta situação sem precedentes está causando estresse em professores, estudantes e familiares.

Em alguns casos, os docentes que podem já ter sido expostos ao vírus estão tentando controlar a ansiedade de serem chamados para trabalhar em lugares onde o risco da COVID-19 está aumentando. Outros estão lidando com o estresse de oferecer uma aprendizagem de qualidade com ferramentas para as quais receberam pouco ou nenhum treinamento ou apoio. Em muitos países, professores contratados, substitutos e pessoal de apoio à educação correm o risco de perder seus contratos e não ter mais seus meios de subsistência.

A Força-tarefa para Professores, uma aliança internacional que está trabalhando em favor dos professores e do ensino emitiu um Chamado à Ação para garantir que eles sejam protegidos, apoiados e reconhecidos durante a crise. É necessário que haja liderança e recursos financeiros, bem como materiais para os professores, a fim de garantir que o ensino e a aprendizagem de qualidade possam continuar sendo oferecidos à distância durante a crise e que a recuperação seja rápida.

A Força-tarefa convoca governos, fornecedores e financiadores de educação – públicos e privados – e todos os principais parceiros a:

  1. Preservar o emprego e os salários – esta crise não pode ser um pretexto para baixar o nível de padrões e normas ou desconsiderar os direitos trabalhistas. Os salários e os benefícios de toda a equipe de apoio ao ensino e à educação devem ser preservados.
  2. Priorizar a saúde, a segurança e o bem-estar de professores e estudantes – os professores precisam de apoio socioemocional para enfrentar a pressão extra exercida sobre eles para proporcionar aprendizagem em um momento de crise, bem como para fornecer apoio a seus estudantes em situações de ansiedade.
  3. Incluir professores no desenvolvimento de respostas educacionais à COVID-19 – os professores terão um papel essencial na fase de recuperação quando as escolas reabrirem. Eles devem ser incluídos em todas as etapas da elaboração e do planejamento das políticas educacionais.
  4. Fornecer suporte e treinamento profissional adequados – tem sido dada pouca atenção ao fornecimento de treinamento adequado aos professores sobre como garantir a continuidade da aprendizagem. Devemos agir rapidamente para assegurar que os professores recebam o apoio profissional necessário.
  5. Colocar a equidade no centro das respostas da educação à crise – será necessário haver maior apoio e flexibilidade para os professores que trabalham em áreas remotas ou com comunidades de baixa renda ou minorias, a fim de garantir que as crianças desfavorecidas não sejam deixadas para trás.
  6. Incluir os professores nas respostas de ajuda – a Força-tarefa para Professores pede às instituições de financiamento que ajudem os governos a apoiar os sistemas educacionais, particularmente o desenvolvimento profissional da força de trabalho docente. Esse apoio é especialmente urgente em alguns dos países mais pobres do mundo, que já estão lutando para atender às necessidades de educação devido à escassez crítica de professores qualificados.

Para mais informações, faça o download do Chamado em inglês, francês, espanhol e árabe.
 

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A Força-tarefa Internacional para Professores pela Educação 2030 (International Task Force on Teachers for Education 2030) é uma rede mundial composta por mais de 90 governos e cerca de 50 organizações internacionais e regionais (incluindo agências das Nações Unidas, organizações da sociedade civil, da profissão de ensino e fundações), que estão trabalhando para promover as questões relativas aos professores e ao ensino. Seu secretariado está abrigado na Sede da UNESCO, em Paris.