O acesso à informação e as TIC estimulam a paz e o desenvolvimento na África

10/04/2020

Agora, mais do que nunca, saúde pública, prosperidade social e crescimento econômico são inseparáveis do progresso técnico; a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes oferecem soluções inovadoras para os desafios econômicos.

However, technological ecosystems cannot attain economic development goals without information accessibility. This is because access to information policies and laws strengthen good governance and make public data widely available. They affirm transparency as a criterion of achieving peace and development.

This message and a commitment to link technology and access to information echoed aloud before the COVID-19 crisis, and its relevance has only grown.

The linking of technology and access to information was especially marked at Victoria Falls, Zimbabwe, during the second African Regional Science, Technology and Innovation Forum, held on 24-27 February 2020. The event was within the framework of the sixth session of the Africa Regional Forum on Sustainable Development.

Titled “2010-2030: A Decade to deliver a transformed and prosperous Africa through the 2030 Agenda and Agenda 2063”, the forum was hosted by Zimbabwe’s Ministry of Higher and Tertiary Education, Innovation, Science and Technology Development. It was co-organized by UNESCO in collaboration with the African Union Commission and the Department of Science and Innovation of South Africa.

A highlight was a session dedicated to the role of technology, innovation and information accessibility in advancing the Sustainable Development Goal (SDG) 16 to “promote peaceful and inclusive societies for sustainable development, to provide access to justice for all, and to build effective, accountable and inclusive institutions at all levels.”

The session brought panelists and representatives from regional institutions and civil societies, as well as international organizations to share insights on how emerging technologies and access to information could effectively advance global and continental mandates.

In his keynote, Emeka Joseph Nwagboso from the Pink Blue Project, one of the winners of the “Innovation in Action Competition”, discussed how ICT has the potential to provide access to healthcare for cancer patients in Nigeria, and stimulate action against the disease. He shared how the app Pink Blue provides patients with immediate access to cancer centers, peer support navigators and cancer information available in many several languages, including Pidgin.

Highlighting the danger of false information across the African continent, Toneo Tonderai Rutsito, the founder and editor in chief of Zimbabwe’s TechnoMag, said, “misinformation and disinformation are barriers to the achievement of peace in the African context.” To promote peace, he and other panelists also affirmed that protection of digital workers, including youth in innovation and technology training, and open access to information must be the immediate priorities for governments.

The conference also discussed how Artificial intelligence could play a vital role in economic growth regionally and continentally.

Both the director of the African Institute for Economic Development and Planning, Karima Bounemra Ben Soltane, and the former Rwandan science minister, Romain Murenzi, insisted that adequate policymaking and state provision must accompany developments in artificial intelligence to prevent and mitigate the latter’s negative effects when these technologies become integrated in African economies.

A cross-cutting theme at the event was that African governments should hasten their efforts in implementing access to information laws, so as to promote information and data sharing, transparency and open science to achieve sustainable development.

Committed to advancing technology and access to information policies for sustainable development, UNESCO fosters the creation of knowledge societies. This includes advocacy for inclusion, peace, participation and equality through the innovative use of information and communication technologies. In Africa and elsewhere, UNESCO furthers the cause of public access to information as a right that enables justice, peace and strong institutions.

UNESCO's work on the monitoring and reporting on public access to information has been made possible through the support of the Swedish International Development Cooperation Agency (Sida), Germany and The Netherlands that was contributed to the International Programme for the Development of Communication (IPDC).

No entanto, os ecossistemas tecnológicos não podem atingir as metas de desenvolvimento econômico sem o acesso à informação. Isso ocorre porque o acesso a políticas e leis de informação fortalecem a boa governança e tornam os dados públicos amplamente disponíveis, além de reforçarem a transparência como um critério para alcançar a paz e o desenvolvimento.

Essa mensagem e o compromisso de vincular tecnologia e acesso à informação ecoaram fortemente antes da crise da COVID-19, e agora, sua relevância apenas aumentou.

A ligação entre a tecnologia e o acesso à informação foi especialmente marcada em Victoria Falls, no Zimbábue, durante o segundo Fórum Regional Africano de Ciência, Tecnologia e Inovação (African Regional Science, Technology and Innovation Forum), que ocorreu de 24 a 27 de fevereiro de 2020. O evento foi parte do marco de ação da sexta sessão do Fórum Regional de Desenvolvimento Sustentável (Africa Regional Forum on Sustainable Development).

Intitulado “2010-2030: uma década para produzir uma África próspera e transformada por meio da Agenda 2030 e da Agenda 2063”, o Fórum foi organizado pelo Ministério da Educação Superior e Terciária, Inovação, Ciência e Desenvolvimento Tecnológico do Zimbábue. Foi organizado em cooperação com a UNESCO, a Comissão da União Africana (UA) e o Departamento de Ciência e Inovação da África do Sul.

Um destaque foi uma sessão dedicada ao papel da tecnologia, da inovação e da acessibilidade à informação no avanço do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 16 para “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, fornecer acesso à justiça para todos, construir uma política eficaz, e instituições responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

A sessão reuniu palestrantes e representantes de instituições regionais e da sociedade civil, bem como organizações internacionais, para compartilharem ideias sobre como as tecnologias emergentes e o acesso à informação podem avançar de forma efetiva os mandatos globais e continentais.

Em sua palestra, Emeka Joseph Nwagboso, do Pink Blue Project, um dos vencedores do concurso Innovation in Action, discutiu como as TIC têm o potencial de fornecer acesso à assistência médica a pacientes com câncer na Nigéria e estimular ações contra a doença. Ele falou sobre como o aplicativo Pink Blue fornece aos pacientes acesso imediato a centros de tratamento do câncer, navegadores de suporte por pares e informações sobre o câncer disponíveis em vários idiomas, incluindo o pidgin.

Destacando o perigo de informações falsas em todo o continente africano, Toneo Tonderai Rutsito, fundador e editor-chefe da revista zimbabuana “TechnoMag”, disse que “a desinformação e as informações incorretas são barreiras à conquista da paz no contexto africano”. Para promover a paz, ele e outros membros do painel também afirmaram que a proteção aos trabalhadores digitais, incluindo para jovens trabalhadores em treinamento em inovação e tecnologia e acesso aberto à informação, deve ser uma prioridade imediata para os governos.

A conferência também debateu como a inteligência artificial (IA) pode desempenhar um papel fundamental no crescimento econômico nos âmbitos regional e continental.

Tanto o diretor do Instituto Africano de Desenvolvimento Econômico e Planejamento, Karima Bounemra Ben Soltane, como o ex-ministro de Ciência de Ruanda, Romain Murenzi, insistiram que a formulação de políticas e a provisão estatal adequadas devem acompanhar o desenvolvimento da IA para prevenir e mitigar seus efeitos negativos quando essas tecnologias começaram a ser integradas nas economias africanas.

Um tema transversal do evento foi que os governos africanos deveriam acelerar seus esforços na implementação de leis de acesso à informação, de modo a promover o compartilhamento de informações e dados, a transparência e a ciência aberta para alcançar o desenvolvimento sustentável.

Comprometida com o avanço da tecnologia e o acesso a políticas de informação para o desenvolvimento sustentável, a UNESCO promove a criação de sociedades do conhecimento. Isso inclui a defesa da inclusão, da paz, da participação e da igualdade, por meio do uso inovador das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Na África e em outros lugares, a UNESCO promove a causa do acesso público à informação como um direito que possibilita justiça, paz e instituições fortes.

O trabalho da UNESCO no monitoramento e elaboração de relatórios sobre o acesso público à informação foi possível com o apoio da Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA), e da Alemanha e dos Países Baixos, que contribuíram para o Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC).

Para mais informações sobre as ações de apoio à mídia, melhoria no acesso à informação e avanço das tecnologias digitais no combate à pandemia, acesse: https://pt.unesco.org/covid19/communicationinformationresponse