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Seminário internacional discute a recuperação das indústrias culturais e criativas na pós-pandemia

11/10/2021
17 - Partnerships for the Goals

Evento reuniu convidados de diversos países para abordar iniciativas voltadas para a sustentabilidade do setor

A UNESCO no Brasil, em parceria com o Observatório Itaú Cultural e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promoveu na última semana, de 6 a 8/10, o Seminário Internacional Economia e Política da Cultura e Indústrias Criativas. O evento virtual contou com a presença de Ernesto Ottone, Diretor-geral Adjunto de Cultura da UNESCO, Marlova Noleto, Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, além de convidados da Argentina, Brasil, Chile, Índia, Itália, Portugal, Quênia, Reino Unido e Senegal. A programação integrou o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável. 

Ernest Ottone fez a abertura do encontro. Ele apresentou o cenário global da indústria da economia criativa: são cerca de US$ 2,25 bilhões de dólares gerados por ano, com frentes de trabalho que empregam cerca de 30 milhões de pessoas. “A importância vai além da economia. Ela é fonte de inovação, contribui para a inclusão social, com a igualdade de gênero, com a erradicação da pobreza, com a responsabilidade ambiental e com a economia sustentável, promovendo assim o desenvolvimento”, destacou. 

Ele apresentou um documento elaborado pela UNESCO e o Banco Mundial, uma iniciativa conjunta para capacitar as indústrias culturais e criativas nas cidades como parte de sua recuperação e desenvolvimento durante e após a pandemia COVID-19. O marco de ação destaca políticas e intervenções integradas em seis áreas que permitem o surgimento de cidades criativas: Infraestrutura Urbana e Habitabilidade, Habilidades e Inovação, Redes e Apoio Financeiro, Instituições e regulamentações inclusivas, Originalidade e Ambiente Digital. 

Há a necessidade de um esforço global para o desenvolvimento da cadeia cultural e criativa de forma sustentada. A UNESCO, nesse Ano Internacional da Economia Criativa, convoca todos os países a revisarem a situação dos artistas e profissionais, proporcionando planos para o crescimento sustentável e para que todos se adaptem às políticas públicas para a inclusão digital. Devemos estar em um estado permanente de vigilância para assegurar que a criatividade e a cultura continuem sendo bens públicos

afirmou Ottone.

Tecnologias para avançar 

 Em sua apresentação, Marlova Noleto destacou que é imprescindível capacitar os profissionais e os consumidores da cadeia cultural para um novo mercado que se desenha no cenário pós-pandemia da COVID-19. Segundo ela, as tecnologias que foram tão importantes ao longo da pandemia deverão se consolidar, assim como os produtos e os serviços digitais voltados para setor criativo. 
 

Todos os profissionais envolvidos na cadeia, formais e informais, temporários e efetivos, precisam estar incluídos nas políticas desenvolvidas para o setor, tanto pelos governos, em todas as esferas, quanto pela iniciativa privada, no sentido de assegurar o emprego, a renda, e a retomada das atividades. A UNESCO no Brasil vem apoiando políticas de superação da crise em cidades brasileiras, e vamos seguir com esse trabalho para superar as vulnerabilidades por qual passa o setor com a pandemia da COVID-19

Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto.

A Mesa de Abertura do seminário está disponível e pode ser assistida na íntegra no canal do Itaú Cultural no YouTube.