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Sítio Roberto Burle Marx passa a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO

27/07/2021
11 - Sustainable Cities and Communities

23º bem brasileiro a integrar a Lista do Patrimônio Mundial, Sítio é um laboratório de experimentações botânicas e paisagísticas que sintetiza a obra de Burle Marx

O Brasil acaba de receber mais um título de Patrimônio Mundial. Legado do paisagista brasileiro que criou o conceito de jardim tropical moderno, o Sítio Roberto Burle Marx (SRBM) foi reconhecido por unanimidade nesta terça-feira (27/07), durante a 44ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Realizada em Fuzhou, na China, a reunião foi transmitida via internet para todo o mundo.  

 

Com a nova inclusão, o Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, registro dos bens considerados como portadores de valor universal excepcional para a cultura da humanidade. O SRBM foi reconhecido na categoria de Paisagem Cultural, na qual se enquadram bens que referenciam a interação entre o ambiente natural e as atividades humanas, resultando em uma paisagem natural modificada.  
 

A inserção do Sítio Roberto Burle Marx na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO significa reconhecer a dimensão internacional do criador do conceito de ‘jardim tropical moderno’, assim como a expressão de um acervo cultural e natural que possui mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais e que cumpre o papel de transmitir, preservar, pesquisar e difundir a obra do paisagista, em interação permanente com a comunidade

Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto.

Localizado na Barra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), o sítio é uma unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo. Com a inclusão na Lista, cria-se também um compromisso internacional de preservação do local. Um dos próximos passos será a formalização de um plano de gestão para o Sítio e seu entorno, envolvendo diversas instituições governamentais e atores da sociedade civil. O plano mapeará riscos e apontará ações para minimizar possíveis ameaças ao valor universal excepcional do SRBM.