UNESCO alerta sobre catástrofe geracional

07/04/2021

Desde o início da pandemia da COVID-19, em 2020, a educação escolar foi interrompida durante uma média de 25 semanas, devido ao fechamento total ou parcial das escolas. Como resultado disso, mais de 100 milhões de crianças não serão capazes de ler ou escrever corretamente. Na verdade, 584 milhões de crianças não têm as habilidades básicas de leitura, um aumento de mais de 20% em apenas um ano.

Esses são os dados encontrados pelo relatório do Instituto de Estatística da UNESCO (UIS), publicado em março de 2021. Ele indica que as maiores perdas de aprendizagem ocorrem nas regiões da América Latina e Caribe e da Ásia Central e Meridional. Ainda mais preocupante é o fato de que pode levar uma década para se retornar à situação anterior à pandemia, como observa o estudo. Entretanto, uma recuperação até 2024 será possível se forem realizados esforços excepcionais para fornecer aulas de reforço e estratégias de recuperação.

 

Essas preocupações foram o foco de uma reunião ministerial convocada pela UNESCO, realizada no dia 29 de março de 2021. Denominada One Year into COVID: Prioritizing education recovery to avoid a generational catastrophe(Um ano de COVID: priorizar a recuperação da educação para evitar uma catástrofe geracional), a reunião reiterou o quão essencial é apoiar a continuidade da aprendizagem, em um contexto no qual 65% dos governos dos países de baixa renda já cortaram o financiamento para a educação. Embora medidas fiscais possam injetar mais recursos nessa área, a UNESCO calcula que, nos pacotes de estímulo fiscal, apenas 2% são destinados à educação.

Índia: jovens atingidos duramente pela pandemia. O Correio da UNESCO, abr./jun. 2021

Leia mais:

Uma oportunidade para reinventar a escolaO Correio da UNESCO, jul./set. 2020

 

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