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UNESCO, UNICEF e OMS emitem orientações para garantir que as escolas estejam seguras durante a pandemia da COVID-19

17/09/2020

Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), e Henrietta Fore, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),  apresentaram as considerações sobre a medidas para certificar de que as escolas estejam seguras, apesar da continuidade da pandemia da COVID-19, em uma coletiva de imprensa conjunta, nesta última terça-feira.

A coletiva de imprensa foi realizada para promover as recomendações conjuntas atualizadas das três organizações sobre a gestão de escolas para crianças de até 18 anos, as considerações sobre medidas de saúde pública relacionadas à escola no contexto da COVID-19. A nova orientação foi desenvolvida com a contribuição do Grupo Técnico Consultivo de Especialistas em Instituições Educacionais e COVID-19, estabelecido pelas três organizações da ONU, em junho de 2020.

A orientação reafirma a importância da escola para o desenvolvimento social e intelectual das crianças, para sua saúde física e mental e para o bem-estar das comunidades. A publicação reflete as últimas evidências científicas disponíveis sobre a transmissão de COVID-19 e leva em consideração a equidade, as implicações de recursos e a viabilidade. Descreve medidas concretas para tornar as escolas seguras. Recomenda uma abordagem baseada no risco, tendo em vista o nível e a intensidade da transmissão da COVID-19, antes de decidir pelo encerramento das escolas, o que deve ser considerada como uma medida de último recurso.

“As decisões que tomamos hoje terão impacto no mundo de amanhã”, disse a diretora-geral da UNESCO, expressando preocupação com as consequências de deixar metade das crianças em idade escolar fora da sala de aula devido à pandemia, como ainda é o caso hoje. “Quanto mais as escolas permanecerem fechadas, mais prejudiciais serão as consequências, especialmente para as crianças de ambientes desfavorecidos”, alertou Azoulay, dizendo que 11 milhões de meninas podem nunca mais voltar à escola devido à interrupção de sua educação causada pela COVID-19.

“Precisamos repensar a forma como o ensino é realizado durante a pandemia para garantir que ninguém seja deixado para trás”, disse Azoulay, que argumentou que a crise em curso também é uma oportunidade para repensar o futuro da educação ”, uma reflexão abrangente já lançada pela UNESCO desde 2019 com a iniciativa Futuros da Educação.